19 de janeiro de 2020Informação, independência e credibilidade
Justiça

Investigação contra promotor que atirou em caixa de som será feita em sigilo pelo MPE/AL

Adriano Jorge pode ser tipificado no artigo 15 da Lei do Desarmamento, que prevê uma pena de 2 anos e 4 meses de reclusão

Incomodado com barulho dos vizinhos no Aldebaran, promotor de justiça Adriano Jorge disparou oito vezes em uma caixa do som

Foi aberta pelo Ministério Público Estadual (MPE/AL) uma investigação criminal para apurar os disparos do promotor de Justiça Adriano Jorge Correia de Barros Lima, que atirou oito vezes contra a caixa de som de uma vizinha, no condomínio de luxo Aldebaran, durante a noite de virada do ano.

A investigação será conduzida pelo Procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, mas conforme portaria, publicada no Diário Oficial do MPE, nesta sexta-feira (3), seguirá em sigilo.

Na mesma publicação, fala-se que o ato do promotor pode ser tipificado no artigo 15 da Lei do Desarmamento, que prevê uma pena de 2 anos e 4 meses de reclusão.

Logo após o corrido, a assessoria de comunicação do Ministério Público Estadual (MPE-AL) informou que o Ministério Público não compactua com qualquer desvio de conduta e vai adotar as medidas legais cabíveis ao caso.

Curiosamente, o MPE-AL realizou em 2019 o “MP conectado com você – perturbação do sossego alheio é escolha sua”, operação em diversos municípios de Alagoas onde foram feitos os recolhimentos de paradões e outros aparelhos de som para combater a poluição sonora e a pertubação do sossego.

Oito tiros

Após iniciar o ano disparando tiros contra a casa vizinha no Aldebaran, o promotor de Justiça Adriano Jorge Correia de Barros Lima aguardará em liberdade uma resposta do Ministério Público Estadual (MPE-AL) para seu ato criminoso.

O promotor atirou várias vezes na caixa de som dos vizinhos, no condomínio onde mora, no Aldebaran Beta, em Maceió, na primeira madrugada do ano (1º).

O que mais chama a atenção foi que, no momento dos oito disparos, na casa havia apenas três mulheres e uma delas tinha 93 anos. O boletim de ocorrência consta que as vizinhas comemoravam a passagem do ano quando o aparelho de som foi atingido pelos disparos.

Uma pistola. 380 com carregador foi apreendida, sem munição, e Adriano Jorge, que não apresentava sinais de embriaguez, acabou sendo liberado após depoimento.

Em seu depoimento para a polícia militar, o promotor confessou os disparos por causa do som alto. E que só atirou oito vezes contra o aparelho da casa vizinha porque não baixaram o volume, como ele havia pedido algumas vezes.

Além disso, ele teria sido destratado por eles e resolveu agir após não conseguir solucionar o caso ele mesmo, após ligar para o Centro de Operações Policiais Militares (Copom).

Moradores do condomínio gravaram vídeos após a confusão e divulgaram o caso nas redes sociais. Veja vídeo:

O promotor Adriano Jorge Correia de Barros Lima é coordenador do coordenador do Núcleo de Perícias do MPE-AL e mesmo com registrado pela Polícia Civil, o caso agora cabe ao Procurador-Geral de Justiça.

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