13 de dezembro de 2019Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Marinha: Navio identificado pela Ufal não foi responsável por óleo na costa

Cargueiro não está na lista das cinco embarcações apontadas pela Marinha como as principais suspeitas pelo derramamento

Maragogi foi um dos municípios alagoanos atingidos pelas manchas de óleo

A Marinha distribuiu uma nota descartando a possibilidade levantada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que informou, neste domingo, ter identificado um navio cargueiro que teria partido da Ásia em direção à África como o responsável pelo derramamento de óleo no litoral brasileiro.

O cargueiro não está na lista das cinco embarcações apontadas pela Marinha como as principais suspeitas pelo derramamento.

A negativa foi dada com base em estudos realizados pelo Centro de Hidrografia da Marinha e pela geointeligência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com a nota a Marinha, a hipótese apresentada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), sobre um eventual derramamento de óleo ocorrido por um navio a 26 quilômetros da costa da Paraíba, em 19 de julho, “não geraria o espalhamento de manchas que foi observado em nosso litoral, principalmente no sul do Estado da Bahia e norte do Estado do Espírito Santo”.

Segundo a Marinha, se a embarcação fosse a apontada pela universidade, o óleo apareceria no litoral bem antes de 30 de agosto, data do primeiro registro. A hipótese levantada pelo Lapis foi apresentada pelo coordenador do laboratório, Humberto Barbosa.

“O Ibama, por meio de geointeligência, considerou que não existem elementos científicos para afirmar que a feição linear escura encontrada nas imagens de radar apresentadas pelo Lapis trata-se de vazamento de óleo, sendo provável que seja fenômeno natural formado pelo rastro de um navio”. Nota da Marinha.

A Marinha também informou que não só ela, mas os demais colaboradores, nacionais e estrangeiros, “permanecerão conduzindo a investigação até que todas as questões envolvidas sejam elucidadas”.

Confira a seguir a nota da Marinha do Brasil:

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