8 de dezembro de 2019Informação, independência e credibilidade
Brasil

Marinha nega que imagens da mancha em alto mar, analisadas pela Ufal, sejam de óleo

Humberto Barbosa, pesquisador da Ufal, por outro lado, disse após estudo que o vazamento que está abaixo da superfície do mar, consequência de perfuração, como visto pela mancha 54 km distante da costa da Bahia

A Marinha Brasileira disse que a mancha, que estaria avançando pelo mar da Bahia, identificada nas imagens de satélite e interpretada pela Ufal como a responsável pelas manchas nas praias do Nordeste, não é de óleo.

Segundo o Grupo de Avaliação e Acompanhamento do problema das manchas de óleo no Nordeste, para chegar a essa conclusão foram feitas quatro análises. Entre elas, a consulta a especialistas da Federação Internacional de Poluição por Petroleiros (ITOPF, na sigla em inglês), o monitoramento aéreo e por navios na região, além das imagens de satélite.

“É importante frisar que a gravidade, a extensão e o ineditismo desse crime ambiental exigem constante avaliação da estrutura e dos recursos materiais e humanos empregados, no tempo e quantitativo que for necessário”. Trecho da nota da Marinha.

Eles, portanto, negam que a mancha de mais de 300 km2 detectada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Ufal por meio de satélite europeu seja óleo. A área escura também foi registrada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Reprodução: Lapis

Estudo da Ufal

Um enorme vazamento de óleo, com 55 km de extensão e 6 km de largura, a uma distância de 54 km da Costa do Nordeste, foi encontrado por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Com imagens de satélites, o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Ufal, eles acreditam poder explicar a origem das manchas de óleo nas praias do Nordeste.

O local, detectado por um padrão característico de manchas de óleo no oceano, em formato de meia lua, fica no Sul da Bahia, nas proximidades dos municípios de Itamaraju e Prado.

O pesquisador afirma que, pela localização do óleo, é algo muito maior do que um mero derramamento acidental ou proposital de óleo, a partir de um navio, é um vazamento que está abaixo da superfície do mar, consequência de perfuração.

“Ontem tivemos um grande impacto, pois, pela primeira vez, encontramos um assinatura espacial diferenciada. Ela mostra que a origem do vazamento pode estar ocorrendo abaixo da superfície do mar. Com isso, levantamos a hipótese de que a poluição pode ter sido causada por um grande vazamento em minas de petróleo ou, pela sua localização, pode ter ocorrido até mesmo na região do Pré-Sal”. Humberto Barbosa, pesquisador do Lapis.

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