31 de maio de 2020Informação, independência e credibilidade
Política

Ministro das Relações Exteriores afirma que coronavírus é um plano comunista

Eles escreveu um artigo com o título ‘Chegou o comunavírus’ afirmando que ‘O coronavírus faz despertar novamente para o pesadelo comunista’.

Seguidor de Olavo de Carvalho, negador do aquecimento climático, defensor da ideia que o nazismo é de esquerda e agora conspirador contra o vírus e comunismo: um texto do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, provocou críticas de especialistas. O ministro considera que o coronavírus é um plano comunista, e atacou a Organização Mundial da Saúde.

O título do artigo do ministro é: “Chegou o comunavírus”. “O coronavírus faz despertar novamente para o pesadelo comunista”. Ernesto Araújo escreveu o texto a partir da leitura do livro “Vírus” de Slavoj Žižek, que ele apresenta como um dos principais teóricos marxistas da atualidade.

O ministro critica o valor que os países estão dando para a Organização Mundial da Saúde neste momento e diz que “transferir poderes nacionais à Organização Mundial de Saúde, sob o pretexto (jamais comprovado!) de que um organismo internacional centralizado é mais eficiente para lidar com os problemas do que os países agindo individualmente é apenas o primeiro passo na construção da solidariedade comunista planetária.”

Segundo Ernesto Araújo, “o vírus aparece, de fato, como imensa oportunidade para acelerar o projeto globalista. Este já se vinha executando por meio do climatismo ou alarmismo climático, da ideologia de gênero, do dogmatismo politicamente correto, do imigracionismo, do racialismo ou reorganização da sociedade pelo princípio da raça, do antinacionalismo, do cientificismo”.

O filósofo Slavoj Žižek, no entanto, disse que o ministro não entendeu bem o que havia falado: seu ponto de vista foi que os governos estão violando as regras básicas do mercado, distribuindo gratuitamente bilhões para que os novos desempregados sobrevivam.

“Em que outra época se viu conservadores se sentindo compelidos a agirem como comunistas, dando preferência ao bem comum em vez dos mecanismos do mercado?”, Slavoj Žižek que teve as palavras distorcidas por Araújo.

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