7 de dezembro de 2019Informação, independência e credibilidade
Política

Moro, novamente, será a arma de Bolsonaro contra Lula

Petista direcionou sua artilharia a Bolsonaro, Moro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes

Com aval do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Sergio Moro, entrou no embate em defesa do governo e reagiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De forma oficial, ele se contrapôs ao STF (Supremo Tribunal Federal) quando sugeriu pressão sobre o Congresso para a volta da prisão logo após condenação em segunda instância.

Bolsonaro e seus ministros, por orientação do Planalto, não deveriam se manifestar sobre o julgamento que determinou o início do cumprimento da pena somente após esgotados todos os recursos, o chamado trânsito em julgado.

Mas a força de Lula e seus discursos fizeram a equipe mudar de ideia. Em discursos, tanto em Curitiba como em São Bernardo do Campo (SP), seu reduto político, o petista direcionou sua artilharia a Bolsonaro, Moro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Com a repercussão das declarações de Lula, Bolsonaro tem reavaliado a forma de reagir.

Moro entrou em cena com posicionamentos mais fortes e assumindo a posição de algoz de Lula e duro crítico da corrupção. A mensagem do ministro foi publicada com uma foto de um outdoor com apoio às suas iniciativas. Antes, no dia seguinte à soltura do ex-presidente, Moro, de forma passivo-agressiva, já armava seu discurso:

Papel na eleição

Falando mais do que devia, novamente, em discurso durante um evento de formatura do curso de formação de policiais federais no final de semana, o presidente não teve problemas em afirmar que atribui ao trabalho de Sergio Moro como juiz federal parte do seu sucesso nas eleições de 2018 que o levaram à Presidência da República.

“Se essa missão dele não fosse bem cumprida, eu também não estaria aqui, então em parte o que acontece na política do Brasil, devemos a Sergio Moro”. Jair Bolsonaro, presidente.

O ex-presidente foi preso por decisão do Juiz Sergio Moro, que durante as eleições liberou fases da Lava Jato, como as delações de Palocci, ex-ministro da também petista Dilma Rousseff. Estes foram fatores mais do que decisivos nos números finais das eleições, que terminaram com a vitória do candidato do PSL.

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