25 de maio de 2020Informação, independência e credibilidade
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Mourão na mosca: ‘Tá tudo sob controle, mas não sabemos de quem’

Isso por que o que Bolsonaro diz não se escreve…

Mourão e Bolsonaro: está mesmo tudo sob controle?

A esperteza do general Mourão em determinados momentos incomoda o Palácio do Planalto, principalmente diante do caminho atabalhoado do presidente Jair Bolsonaro.

Mas, como disse o próprio Mourão: “Tá tudo sob controle, mas não sabemos de quem”.

O general fala com a propriedade de quem vive com intensidade nos corredores e gabinetes dos palácios refrigerados da capital Federal.

Há que se perceber que ele está prenhe de razão.

Não fosse assim, Bolsonaro não teria recuado do que disse anteontem (domingo,19,) no meio da galera que defendia a intervenção militar, o AI-5 e o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. E lá fez um discurso empolgado, apesar da tosse seca.

Não fosse assim, Bolsonaro ontem, segunda-feira,20, não teria chamado as lideranças do Centrão (grupo informal de partidos encabeçado por deputados do PP, PL, Republicanos, PTB, PSD e Solidariedade) do Congresso e oferecido aos partidos cargos na estrutura do governo.

O principal líder do Centrão no País é o deputado alagoano, Arthur Lira (PP). E, segundo dirigentes do partido, Bolsonaro ofereceu ao PP a seguinte fatia do bolo planaltino:

-Uma das vice-presidências da Caixa e o comando do Fundo Nacional de Desenvolvimento para Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação, que tem um orçamento maior que muitos ministérios – em 2019 foram R$ 55 bilhões.

Aí de repente, todos podem lembrar do discurso do presidente na manifestação dominical em frente ao quartel do Exército, em Brasilia, quando ele berrou a plenos pulmões: “Nós não vamos negociar nada”.

Ora, assim, é preciso voltar e lembrar o que disse outro dia, indiretamente, o general Mourão: “O que ele fala não se escreve”.

 

 

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