12 de julho de 2020Informação, independência e credibilidade
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O risco de aumentar a exploração do trabalho infantil na crise da pandemia

Instituições se unem em campanha contra esse tipo de exploração. A última pesquisa do PNAD (2016), mostrou a existência de pelo menos 2,4 milhões de crianças e adolescentes trabalhando e a situação pode se agravar.

Peça da campanha lançada hoje

(*) Com assessoria

Uma das parcelas da população, mais vulneráveis aos impactos econômicos gerados pelo coronavírus, são as crianças e os adolescentes de famílias mais pobres. Nesse momento de crise, em que a necessidade de sobrevivência acaba abrindo portas a diversas formas degradantes de trabalho, é preciso cuidar para que elas não se tornem alvos fáceis de todo tipo de exploração.

Esse é o foco da campanha nacional de combate ao trabalho infantil, lançada nesta quarta-feira (3 de junho), reunindo o Ministério Público do Trabalho (MPT), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti).

Durante os próximos dias, eles vão alertar, por meio de ações nas redes sociais, para os riscos e os cuidados que se deve ter em relação ao crescimento da exploração do trabalho infantil, em decorrência da crise gerada pela pandemia do coronavírus

Entre as ações da campanha, está previsto para o próximo dia 9, o lançamento da música “Sementes” (focada nesse tema), pelos rappers Emicida e Drik Barbosa. A canção estará disponível nos aplicativos de streaming e o videoclipe poderá ser visto nos canais dos artistas.

O recado central da campanha vem na frase mestra: “Covid-19 – agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil”, e o objetivo é conscientizar a sociedade e o Estado sobre a necessidade de garantir maior proteção a essa parcela tão vulnerável da população, aprimorando as medidas de prevenção e de combate ao trabalho infantil, que já é uma triste realidade no Brasil e pode se agravar nesse momento de crise e grande vulnerabilidade socioeconômica.

O material divulgado pelas instituições integradas à campanha, aponta que mesmo proibido no Brasil, o trabalho infantil atinge pelo menos 2,4 milhões de meninos e meninas entre 5 e 17 anos, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua (2016), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.) Mostra ainda que, em 2019, das mais de 159 mil denúncias de violações a direitos humanos recebidas pelo Disque 100, cerca de 86,8 mil tinham como vítimas crianças e adolescentes. Desse total, 4.245 eram sobre trabalho infantil. Os dados são do Ministério da Mulher, da Família e do Direitos Humanos (MMFDH).

A campanha visa, exatamente, alertar para os riscos de agravamento dessa situação, na crise atual e futura (pós-coronavírus) e combater esse tipo de exploração às nossas crianças.

É preciso abraçar a causa e combater a exploração do trabalho infantil.

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