7 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
Brasil

OMS: América do Sul é novo epicentro da pandemia e Brasil é o mais afetado

Organização reforçou ainda que não recomenda o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina para tratar a doença, que já matou mais de 20 mil pessoas no Brasil

O diretor do programa de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, declarou nesta sexta-feira (22) que a América do Sul se tornou o novo epicentro da pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

A entidade foi questionada se estava oferecendo algum tipo de assistência direta ao Brasil, que registrou um recorde de mortes diárias na quinta-feira (21), com 1.188 mortes em 24 horas, segundo balanço do Ministério da Saúde. Mais de 20 mil pessoas já morreram no país de Covid-19.

“Em termos de resposta, nossos colegas na Opas (OMS nas Américas) estão fornecendo ajuda direta ao governo e a muitos dos estados que estão sendo duramente afetados, incluindo o Amazonas. A maioria dos casos é da região de São Paulo, mas também Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas, Pernambuco estão sendo afetados. Mas em termos de taxas de ataque, as mais altas estão, na verdade, no Amazonas: cerca de 490 pessoas infectadas para cada 100 mil habitantes, que é uma taxa de ataque bem alta”. Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da (OMS).

De certa forma, a América do Sul se tornou um novo epicentro para a doença, e a OMS vê muitos países sul-americanos com aumento do número de casos, e claramente há preocupação em muitos desses países. “Mas certamente o mais afetado é o Brasil neste momento”, conclui Michael Ryan.

Cloroquina

O diretor de emergências reforçou, também, que a organização não recomenda o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina para tratar a doença.

“Nós também notamos que o governo do Brasil aprovou a hidroxicloroquina para uso mais amplo, mas ressaltamos que nossas revisões clínicas sistemáticas atuais realizadas pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a evidência clínica atual não apoiam o uso generalizado de hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19 – não até que ensaios [clínicos] sejam concluídos e nós tenhamos resultados claros”. Michael Ryan.

Ele já havia alertado que as substâncias, usadas para tratar malária e doenças autoimunes, não têm eficácia comprovada contra o novo coronavírus

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