24 de fevereiro de 2020Informação, independência e credibilidade
Política

Paulão diz que Bolsonaro quer transformar INSS em um quartel

INSS é um órgão de mão de obra especializada, treinada para lidar com o regime previdenciário, diz o deputado.

Paulão: ato da contratação de militares para o INSS é ilegal

“A fixação do presidente Jair Bolsonaro com a ditadura militar é tão grande que ele quer transformar as repartições públicas do Brasil em grandes quartéis”. A manifestação é do deputado federal Paulão (PT-AL), ao condenar a fala do presidente de que iria contratar 7 mil militares da reserva para o INSS, o que resultaria em um grande quartel.

O deputado disse esperar que o Ministério Público Federal atue no caso para evitar “tamanho disparate em um órgão público de mão de obra especializada, uma vez que os técnicos do INSS foram preparados para lidar com o regime previdenciário do País, não regime militar”.

Em sua fala o presidente Bolsonaro disse que a lei permite a contratação, mas, de acordo com o deputado, há aí um notável engano. “No texto da reforma previdenciária o governo inseriu essa possibilidade. A reforma foi aprovada, mas no caso específico ainda depende de lei complementar a ser aprovada pelo Congresso”, destacou.

Paulão disse ainda que a própria bancada de oposição resolveu entrar com uma ação no Ministério Público para impedir a contratação dos 7 mil militares da reserva. Ele parte do princípio da ilegalidade do ato.

Observa que não pode haver o direcionamento da contratação para os militares da reserva, uma vez que, além de tudo, é nítida a reserva de mercado que o governo federal está promovendo para remediar o impasse das filas de processos pendentes de análise

Declarou ainda militar deve estar preparado para atender a possíveis chamados para as Forças Armadas, mas não para cumprir papel de funcionário público em repartições como que lidam diretamente com as questões de ordem econômica e social do povo brasileiro.

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