8 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
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Porta da Esperança: Quando a humanização supera o protocolo

Projeto viabiliza visitas a pacientes de covid-19, em hospital de campanha, em Arapiraca

Fotos: Assessoria

Da convalescência de pacientes internados por covid-19, que desenvolvem o estágio grave da doença, umas das faces mais cruéis, além do sofrimento com as complicações físicas causadas pela ação do vírus no organismo, é a dor emocional causada pelo isolamento da família, num momento de mais fragilidade, na luta entre a vida e a morte.

Devido ao alto grau de contágio, os pacientes não podem receber visitas. E não há nada mais doloroso do que não poder ver, acompanhar, conversar, dar apoio, passar esperança a um ente querido que tenta sobreviver num leito de hospital, a uma doença que já matou mais de 1.200 pessoas em Alagoas.

Esta semana, familiares e pacientes de covid-19, em tratamento no Hospital de Campanha José Fernandes, em Arapiraca, tiveram uma grata surpresa. Uma parede de vidro instalada como divisória possibilitou a alegria consoladora de uma visita. Com outros nomes, a experiência também começou a funcionar em outros hospitais de campanha, como o Celso Tavares, em Maceió e o Santa Rita, em Palmeira dos Índios.

De acordo com a assessoria do hospital de Arapiraca, a ideia foi analisada por uma equipe multiprofissional que chegou a um protocolo especial para a sua implantação. “Muitas são as variáveis para se colocar em prática uma iniciativa dessas. Precisamos zerar riscos e garantir que a proposta será benéfica. Graças a Deus deu tudo muito certo. Estamos confiantes que haverá até melhora nos quadros”, explicou o diretor do hospital, o enfermeiro Diego Albuquerque.

Inicialmente, na estreia do projeto, três pacientes foram beneficiados. Filho de Jozineide Gonçalves, internada no local, Maiko Luna estendeu a sensação da visita para vários outros parentes, inclusive que moram em outras cidades, por meio de uma videoconferência. “Melhor sensação possível”, disse ele, aliviado.

PROTOCOLO

Segundo a assessoria do hospital, para que a visita seja permitida a equipe faz uma série de avaliações no paciente, tanto clínica quanto psicológica. “Eles precisam querer e estar bem para fazer o deslocamento até a porta de vidro, que é feito com ajuda de uma cadeira de rodas e diversos profissionais de apoio”, explicou a assistente social, Maria Ribeiro.

“A ausência de parentes traz uma carga emocional negativa para muitos deles, podendo até agravar casos. Quando eles podem se ver, mesmo que à distância, isso provoca uma sensação de tranquilidade. É uma troca de informações e notícias da família muito boa, pois apesar da emoção, os sentimentos ficam mais calmos”, explica a psicóloga Manoela Emília.

Devido aos cuidados com todos os itens e requisitos de segurança e proteção, o acesso a “Porta da Esperança”, como está sendo chamada, ficará limitado a dois pacientes por dia, sempre às 16 horas. “Sabemos que todos querem a sua vez, mas estamos primando pelo cuidado, para que seja uma experiência segura e motivadora. Estamos lutando para que cada um tenha a sua oportunidade e que todos possam, enfim, voltar para suas casas com saúde”, comenta a assistente social, Wagda Costa, uma das responsáveis pela execução das visitas.

Aplausos para a iniciativa. Que ela se multiplique por todas as unidades de saúde, para dar mais alento a familiares e pacientes.

Isso é que se chama de humanização!

*Com assessoria

#pacientes #humanização #covid-19 #tratamento #visita #porta da esperança #coronavírus

One Comment

  • Avatar Eriberto Buchmann

    Falou tudo. O bozó chefe dos bolsominios deveriam estar todos presos, ou então contaminados mas isolados numa ilha bem distante, onde o caminho de volta deveria ser impossivel.

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