7 de julho de 2020Informação, independência e credibilidade
Política

Pouco mudou: Datafolha mostra que aprovação de Bolsonaro se mantem nos 30%

Enquanto 44% rejeitam o presidente, cerca de 32% o acham bom ou ótimo, e 23%, regular

Nem a prisão de Fabrício Queiroz afetou a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que segue estável segundo pesquisa Datafolha desta semana.

O presidente manteve sua aprovação em 32%, o mesmo índice do fim de maio (33%). A rejeição ao governo é de 44%, ante 43% da rodada anterior, enquanto os que avaliam Bolsonaro como regular estacionaram nos 23% (eram 22%).

Mas Bolsonaro não inspira muita confiança. São 46% os que dizem nunca confiar, 20% que sempre confiam e 32%, aqueles que o fazem às vezes.

O Datafolha ouviu 2.016 pessoas por telefone terça (23) e quarta-feira (24). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Rejeição

A aprovação de Bolsonaro, no entanto, caiu para 15% entre aqueles que acham que o presidente sabia onde Queiroz se escondia até ser preso no dia 18. Esse índice de popularidade é considerado crítico na política para a abertura de processos de impeachment.

O presidente segue sendo o mais mal avaliado da história em seu primeiro mandato desde a volta das eleições diretas para o Planalto no pós-ditadura, em 1989.

Antes dele, o pior índice era de Fernando Collor. Com ano e seis meses de gestão, em setembro de 1991, o hoje senador amargava 41% de rejeição. Acabou impedido em 1992.

Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era rejeitado por 25% na mesma altura de seu primeiro mandato, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era por 17% e Dilma Rousseff (PT), por 5%.

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