2 de junho de 2020Informação, independência e credibilidade
Maceió

Prédios com risco de desabamento no Pinheiro começam a ser demolidos

São quatro blocos com 24 apartamentos cada, já condenados pela Defesa Civil, por causa da mineração de sal-gema por parte da Braskem

Foto: Marco Antonio / Secom Maceió

Prédios com risco de tombamento no Conjunto Habitacional Jardim Acácia começaram a ser demolidos na manhã desta terça. A ação acontece no bairro do Pinheiro, um dos atingidos pela mineração e extração de sal-gema por parte da Braskem, em Maceió (saiba mais clicando aqui).

Com as rachaduras na região, provocadas pelo afundamento do solo, os prédios oferecem risco à população. E com a chegada do período das chuvas, o risco de tombamento se agravou e foi preciso programar suas derrubadas.

Os blocos 7, 8, 9 e 15 são alvos dos equipamentos das máquinas de demolição, em um trabalho que deve durar uma semana. Em cada um dos blocos, há 24 apartamentos, todos já interditados pela Defesa Civil. Seus moradores já foram inseridos na Ajuda Humanitária do Governo Federal.

Para a realização dos trabalhos, duas vias do bairro vão ser parcialmente interditadas:

  • Rua Manoel Menezes, no trecho que vai do cruzamento com a Alameda São Benedito ao cruzamento com a Alameda Cônego Cavalcante de Oliveira;
  • Alameda Cônego Cavalcante de Oliveira, no trecho que vai do cruzamento com a Rua Manoel Menezes ao cruzamento com a Rua Basileu de Meira Barbosa.

Braskem

A demolição das estruturas está sendo realizada por meio de uma cooperação técnica entre a empresa Braskem e a Prefeitura de Maceió, tendo como base estudos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que aponta a atividade de mineração como causadora de instabilidade de solo nos bairro Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto.

O Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação da Braskem alcançou 2.108 imóveis nas áreas de resguardo, Zonas A (encostas do Mutange e do Jardim Alagoas) e B (Bom Parto) do mapa de desocupação, até́ o dia 1 de abril. Com isso, mais de 96% dos 2.183 imóveis identificados nessas áreas prioritárias estão desocupados ou com mudança programada para os próximos dias.

A data final de desocupação dessas áreas foi determinada pela Justiça de Alagoas, logo após a assinatura de um termo de acordo entre a Braskem, as defensorias públicas e os ministérios públicos de Alagoas e da União, em janeiro.

Há ainda 75 imóveis ocupados por moradores que resistem à saída, a quem a Braskem continua oferecendo apoio e auxílios financeiros para a mudança. Todos esses números foram informados ontem pela Braskem às autoridades.

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