9 de julho de 2020Informação, independência e credibilidade
Policia

Preso no Rio bombeiro acusado de participar do assassinato de marielle Franco

O sargento foi preso em um condomínio de luxo na zona oeste do Rio de Janeiro

Maxuell, sargento bombeiro, mais conhecido como Suel.

O Sargento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Maxwell Corrêa, foi preso na manhã desta quarta-feira, 10,em condomínio de luxo na Zona Oeste, acusado de ligação com as mortes da vereadora, Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A prisão do bombeiro, mais conhecido como Suel, foi realizada pela Polícia Civil em operação conjunta com o Ministério Público do RJ.

De acordo com investigações, Suel tem ligação com o PM reformado Ronnie Lessa, que foi apontado como o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle e o motorista.

Maxwell Simões Corrêa, de 44 anos, foi detido em um condomínio de luxo no bairro Recreio dos Bandeirantes, ao passo que é suspeito de ter ajudado Ronnie a se livrar das armas possivelmente usadas no crime ao jogá-las no mar após Ronnie ter sido preso em março de 2019.

Segundo os investigadores, amigos de Ronnie conduziram uma complexa operação para remover armas de um imóvel em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, que poderiam comprometer ainda mais o PM reformado.

Apesar da suspeita de envolvimento, o bombeiro disse em depoimento que no dia do assassinato de Marielle Franco ele tinha levado sua mulher a um médico em Botafogo, e que só chegou à Barra da Tijuca, entre às 20h30 e 21h00.

Morte de Marielle Franco

Nascida no Complexo de favelas da Maré, na capital fluminense, Marielle Francisco da Silva, mais conhecida como Marielle Franco, se elegeu à vereadora do Rio de Janeiro durante as eleições municipais de 2016, e obteve na ocasião a quinta maior votação no sufrágio.

Defensora dos direitos humanos e crítica de certas práticas policiais, a vereadora do PSOL foi assassinada a tiros em 14 de março de 2018 junto com seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes, no bairro carioca do Estácio.

De acordo com a polícia, o crime foi cometido por Ronnie Lessa e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz., ambos apontados como dirigentes  do Escritório do Crime.

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