25 de fevereiro de 2020Informação, independência e credibilidade
Política

Quinta queda na gestão: Bolsonaro exonera o ministro do Desenvolvimento

Presidente também prometeu dar “cartão vermelho” para ministros que usarem seus cargos e ações do Executivo para se beneficiar eleitoralmente

O presidente Jair Bolsonaro surpreendeu até mesmo auxiliares e aliados e no final da tarde de quinta (6) exonerou do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) o então ministro Gustavo Canuto.

Devendo, o presidente considerado fraco seu desempenho, mas para evitar crises, manteve as queixas a um grupo restrito. Bolsonaro se e irrita profundamente com a especulação constante de mudanças.

A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Desde o final do ano passado, Bolsonaro vinha se queixando da falta de entregas no Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Rogério Marinho, secretário Especial da Previdência e Trabalho, assumirá o posto.

Cartão vermelho

Antes mesmo disso, Bolsonaro prometeu dar um imediato “cartão vermelho” para ministros que usarem seus cargos e ações do Executivo para se beneficiar eleitoralmente. A expectativa agora é se a demissão de Canuto, que assumirá a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), é o início de uma reforma ministerial.

O ministros de Bolsonaro no inicio do Governo: 5 já caíram

Já deixaram o governo Bolsonaro os ex-ministros Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral), Ricardo Vélez (Educação), Floriano Peixoto (Secretaria-Geral) e Carlos Alberto Santos Cruz (Secretaria de Governo).

Na berlinda, estão os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o da Educação, Abraham Weintraub, ambos contestado dentro no próprio governo e também por parlamentares. Também tem sido alvo de queixas presidenciais os ministros da Cidadania, Osmar Terra, e até mesmo Luiz Henrique Mandetta, da Saúde.

Mandetta inclusive ganhou elogio público do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “O ministro da Saúde, Mandetta, deu uma boa entrevista na TV. Não fugiu das questões, do coronavírus, da equidade etc. Mostrou equilíbrio. É disso que outros ministros precisam. Não de “ideologias”, de gênero, raça ou do que seja:abrir o jogo, aceitar diferenças e buscar soluções”. Aliás, talvez isso até pese contra ele.

 

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