8 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
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Reforma tributária prevê menos impostos para bancos e isenção para igrejas

Por que os bancos são sempre os privilegiados nessas horas?

Bancos com tratamento especial do governo na Reforma Tributária

A reforma da previdência veio, o trabalhador brasileiro não ligou e foi quem pagou o pato.

Agora é a vez da reforma tributária. E logo em sua primeira etapa o ministro Paulo Guedes deixou um breve enredo do que pode acontecer com os setores privilegiados.

Nesta primeira fase enviada enviada ao Congresso,ontem, terça-feira, 21,  ele propôs para as empresas do País uma alíquota de 12% para o novo imposto da Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS), que será criado a partir da unificação do PIS e Confins.

O detalhe da proposta é que essa alíquota de 12% não vale para os bancos que operam no Brasil. Esses serão taxados em apenas 5%.

Agora diga aí: Que diabo é isso de amor incontido do senhor Paulo Guedes e do governo pelos bancos? Logo esse, o setor que mais lucra? Há algo de anormal nesse reino, seguramente.

Uma história dessas era pra deixar qualquer mortal “tchutchuka” da vida.

Está também na proposta da reforma tributária bolsonarista que as igrejas não pagarão por esse novo tributo.A chamada imunidade tributária. Foram classificadas como pessoas jurídicas que não exercem atividades econômicas, embora faturem milhões dos fiéis, até com a venda semente de feijão milagrosa para curar o infectado por coronavírus.

Bem. Essas são apenas duas pérolas que estão no bojo da primeira fase da proposta.

Resta saber o que virá depois e se o Congresso vai dizer amém. O que não é difícil acontecer, considerando os interesses no processo e os negócios à vista.

Por enquanto, a hora é de aguardar a conta em posição de sentido.

 

 

 

 

2 Comments

  • Quem diria… Paulo Guedes havia declarado que não era justo a classe intermediária e os pobres sofrerem com a quantidade de impostos a que já pagavam. Também disse que os banqueiros eram os mais privilegiados, por pagarem pequenas taxas e impostos… Por fim, o ministro sentenciou que os banqueiros não mais se beneficiariam das neves recebidas dos governos anteriores. A reforma tributária é urgente.Concordo. Mas diante da extrema necessidade e sobrevivência, a suspensão dos empréstimos consignados dos trabalhadores é uma causa que já deveria ter ser resolvida pelos nossos nobres deputados, em caráter urgente urgentissimo.Fica aí a sugestão para esse impasse.

  • Avatar Tati

    Nossa, que absurdo! As organizações que mais lucram no Brasil – igrejas e bancos – com redução de impostos enquanto os verdadeiros trabalhadores só têm aumento de impostos! VERGONHA!

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