21 de janeiro de 2020Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Renan Filho discute com ministro e prefeitos medidas de limpeza das praias alagoanas

Governador recebeu o ministro do Desenvolvimento Regional e defendeu inspeção criteriosa para detectar possíveis danos aos estuários e aos recifes de coral

Em reunião no Palácio República dos Palmares, Renan Filho voltou a cobrar a identificação da origem do óleo que atingiu praias de 72 municípios nos nove estados nordestinos. Foto: Thiago Sampaio

O governador Renan Filho recebeu, na manhã desta quarta-feira (23), o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e prefeitos de municípios atingidos por óleo nas praias para discutir as ações de retirada do produto do litoral alagoano.

Em reunião no Palácio República dos Palmares, Renan Filho voltou a cobrar a identificação da origem do óleo que atingiu praias de 72 municípios nos nove estados nordestinos, bem como a punição rigorosa aos responsáveis pelo desastre ambiental.

“A elucidação e a punição de quem gerou esse dano ambiental precisam ser exemplares para o Brasil como República, como país, porque o Nordeste brasileiro, lindo e de povo hospitaleiro, não merece receber óleo nas praias”. Renan Filho, governador de Alagoas.

Renan Filho acrescentou que, além disso, é fundamental uma inspeção criteriosa para detectar possíveis danos ambientais aos estuários e aos recifes de coral, abundantes na costa alagoana. É no estado que fica localizada a maior unidade de conservação marinha do país, a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, uma das maiores barreiras coralíneas do mundo.

A integração de esforços, segundo o governador, é fundamental para a contenção de uma catástrofe ambiental dessa magnitude:

“Eu falei para o ministro que toda a ajuda que o governo federal puder enviar será bem-vinda. Nós temos agido assim: criamos o Grupo Técnico de Acompanhamento (GTA) lá atrás, que está integradamente e diariamente se reunindo na Capitania dos Portos para juntar todos os esforços e dar solução a esse problema”. Renan Filho.

Até o momento, 30 pontos de praias em 12 municípios alagoanos registraram a presença de petróleo cru, segundo informações do GTA. Foram recolhidas 662 toneladas do material, considerando óleo e areia contaminada, levadas à Central de Tratamento Resíduos (CTR) do Pilar, na região metropolitana de Maceió.

Renan Filho disse que, num esforço conjunto, Alagoas é um dos estados afetados que mais conseguiram recolher resíduos das praias até o momento e defendeu que o auxílio do governo federal seja proporcional ao trabalho desprendido para minimizar os impactos e limpar o litoral.

Ministro do Desenvolvimento

O ministro Gustavo Canuto afirmou que três ações importantes estão sendo feitas paralelamente pelo governo federal: o monitoramento constante da costa, a busca pela origem do vazamento e o recolhimento do óleo.

“A nossa iniciativa é de auxílio, de apoio, de diálogo. Eu tenho certeza que com Alagoas esse diálogo é frequente, é constante, e o governador está imbuído e agindo concretamente para resolver essa situação”. Gustavo Canuto, ministro do Desenvolvimento Regional.

Ele recordou que a investigação para identificar a origem do óleo foi iniciada no dia 2 de setembro pelos órgãos competentes, buscando, inclusive, imagens de satélite de outros países.

“Enquanto não descobrimos a origem, fazemos o monitoramento da praia constantemente. Nosso objetivo é dar uma resposta rápida tendo em vista a imprevisibilidade do óleo. Como o governador bem colocou: quando um desastre acontece, não há filiação partidária, não há ideologia, há todos juntos para defender e resolver um problema ambiental que não atinge Alagoas, não atinge a Bahia, não atinge Sergipe: atinge o Nordeste e o Brasil”. Gustavo Canuto.

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