28 de maio de 2020Informação, independência e credibilidade
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Sem emprego e chifrado, Considerado é indicado para Embaixada

Indicação para embaixada é receita de Batoré para curar a depressão

Paquistão: a embaixada ideal para curar o Considerado

A depressão, uma doença que tem se espalhado no mundo moderno, chegou ao nosso amigo Considerado. O cara anda numa tristeza de dar dó.

Os amigos estão preocupados e não é para menos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é um dos países com maior incidência da doença. A estimativa é que atualmente 10,8% dos brasileiros sofrem desse mal.

Agora o Considerado engrossa a estatística. Sua alegria sumiu do mapa e deu lugar aos resmungados pelos cantos da casa de dona Nildinha, avó dele.

Ela já tentou de tudo para fazer o neto voltar à normalidade, a vida sadia, a brincadeira com os amigos, cachaçadas dos botequins. Tudo em vão.

Angustiada, Nildinha ligou para o Batoré, amigo de primeira hora do rapaz. Pediu ajuda. Disse-lhe que já não sabe mais o que fazer.

Jeitoso, o Batoré (o Babá)  pediu a velha que tivesse paciência com o jovem por que a vida não está fácil para ninguém. Principalmente, por que a depressão é uma doença séria e pode levar o paciente a uma situação extrema.

-Meu filho, você que anda muito com ele pode me dizer o que está acontecendo?

-Ah, dona Nildinha é um monte de coisas…

-Por exemplo?

-Primeiro, ele está desempregado há muito tempo e, portanto, anda liso. Segundo, por isso mesmo perdeu a namorada com quem ele imaginava que ia se casar e ela anda com o cunhado do Cobra Coral.

-Não sei mais o que fazer Batoré, por que nem beber ele bebe mais.

-Dona Nildinha, meu nome não é Batoré!

Irritado o Babá desligou o telefone. A velha ficou apreensiva com o celular na mão. Sabe ela que nessas horas, quando alguém chama o Babá de Batoré ele explode nos termos: -Batoré é a puta que lhe pariu e o corno que lhe amassou, filho da puta!

Ela deu um tempo estratégico para o Babá encontrar a própria calma. Uns quinze minutos depois ligou de novo. Ele, preocupado com a situação do Considerado, atendeu em seu estado normal.

-Diga dona Nildinha, mas com respeito, viu?

-Sim meu filho. Mas, você falou em um Cobra Coral e o cunhado dele. Eu não sei quem são.

-O Cobra Coral é quase sócio do Grutinha Bar, torcedor do Santa Cruz. O cunhado dele é senhor de engenho lá na Viçosa.

-Não estou entendendo a relação…

-O cunhado foi quem botou “gaia” no Considerado.

-Eita meu filho, aí eu já não posso fazer nada.

-E o que a senhora pode fazer para tirar seu neto dessa zica?

-Está difícil. Já falei com o Ruizinho, com Renanzinho, Arturzinho, Doquinha, com Mãe Neuza, Pai Célio, para ver se alguém arranja um gancho pra ele e nada. Até com aquela jornalista da Federação, Blaina Oliveira eu falei…

-Ele é qualificado para quê mesmo minha vó?

-Bem, ele sabe fritar ovo…

-Aí só vejo um jeito dona Nildinha.

-Qual é meu Babá?

– Falar com o Bozo para arranjar pra ele a Embaixada do Paquistão!

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