2 de junho de 2020Informação, independência e credibilidade
Política

Sem uma vacina, estudo aponta que distanciamento social pode ser necessário até 2022

Documento científico prevê que casos de contágio podem ocorrer até 2024 e que para deter vírus, seria utilizado um modelo intermitente

A rotina de vida como conhecemos pode tardar a voltar. Esta é a conclusão de um estudo publicado nesta terça (14), na revista científica Science, que afirma que medidas de distanciamento social podem ser necessárias de forma intermitente até 2022

Isso caso não ocorra uma descoberta de vacina antes deste prazo. A medida teria como função conter o dramático impacto da pandemia em sistemas de saúde.

O estudo é publicado por especialistas em epidemiologia e imunologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Desta forma, ele afirma que picos de Covid-19 podem ocorrer durante um longo período, mais provavelmente em estações mais frias, mas não não têm explicações mais específicas sobre áreas tropicais, caso do Brasil.

Estudo foi assinado por especialistas em epidemiologia e imunologia da Universidade de Harvard

Cenários

O estudo traça cenários possíveis nos quais compara o comportamento da Covid-19 com outros vírus em um prazo até 2025. Em um cenário no qual ainda não foi descoberta uma terapia mais incisiva ou o desenvolvimento de uma vacina, a vigilância e o distanciamento intermitente podem ser a alternativa mais viável para conter um colapso dos sistemas de saúde até 2022.

O que apresentaria um impacto social e econômico relevante, diz a análise. E para amenizar a situação, seria imprescindível ampliar a capacidade de atendimento aos pacientes graves em leitos hospitalares.

Ao mesmo tempo, testes sorológicos seriam extremamente necessários para detectar,em quem já foi infectado e curou-se, mais aspectos sobre como ocorre a imunidade ao Sars-Cov-2, o novo coronavírus.

O tempo e intensidade desses períodos de confinamento poderiam ser relaxados à medida que tratamentos e vacinas se tornarem conhecidos e disponíveis, informa o estudo.

Além disso, o avanço dos testes sorológicos, que poderiam apontar quantas pessoas passaram por quadros assintomáticos da doença e tornaram-se imunes, faria do distanciamento social uma medida menos intensa.

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