11 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
Mundo

Sequelas deixadas pelo Covid-19 são estudadas pela OMS

Vírus provoca inflamação nos pulões, sistemas cardiovascular e neurológico

OMS estuda sequelas no pacientes do Covid-19

Os sinais característicos da infecção pelo novo coronavírus são conhecidos pela maior parte da população. Sintomas como febre, tosse seca, diarreia e falta de ar estão associados à covid-19.

No entanto, o fato de a doença ser nova mantém alguns aspectos como incógnita. Um deles é o impacto sofrido pelo organismo durante a recuperação. Muitos pacientes têm apresentado características persistentes ou sequelas em diferentes partes do corpo, e o tempo necessário até a reabilitação completa é tema de estudos no mundo.

 

(foto: Editoria de Arte/CB)(foto: Editoria de Arte/CB)

Vírus causa inflamação dos pulmões, sistema cardiovascular e neurológico

O entendimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto à recuperação dos pacientes não é preciso. Não há percentuais de quantas pessoas apresentam efeitos a longo prazo. Apesar disso, muitos relatam ter fadiga extrema, tosse persistente e intolerância ao exercício. “O vírus causa inflamação nos pulmões, além de nos sistemas cardiovascular e neurológico. Aparentemente, o corpo de algumas pessoas leva muito tempo para se recuperar”, informa a entidade.

A organização acrescentou que tem dado prioridade à compreensão da fase posterior à covid-19. “Estamos estudando isso no âmbito da rede técnica clínica global. A OMS também tem buscado pacientes que relatam efeitos a longo prazo, para conversar diretamente com esses grupos. Estamos trabalhando para criar um sistema padronizado de dados ou de registro de casos para capturar essas informações globalmente e orientar sobre o suporte apropriado”, completa.

Infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Gustavo Johanson explica que várias alterações têm sido observadas na fase de recuperação, mesmo em quem apresentou quadro leve da doença ou não tem mais o vírus no organismo. Entre pessoas que ficaram intubadas, há registros de dificuldades na deglutição (engolir), alterações de comportamento e perda de massa muscular. “Dependendo do tempo de internação ou da idade, alguns pacientes têm de reaprender a andar. O vírus tem efeitos neurológicos e miopáticos — que afetam a função muscular. São alterações multissistêmicas, e muitas são inevitáveis”, ressalta o médico. (Por Jéssica Eufrásio)

 

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