2 de julho de 2020Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Tempero a preço de ouro: Fique atento às entrelinhas na nota de compras

Não se descuide na conferência dos preços e na hora do caixa. Você pode estar pagando por um quilo de tempero, o preço de várias refeições completas.

Fotos: Fátima Almeida

Você compraria um quilo de alho por R$ 100,00? E um quilo de pimenta do reino e cominho por R$ 175,00? Pois, fique de olho nos preços praticados em alguns supermercados alagoanos. Em ‘doses homeopáticas’, nas subdivisões das medidas padrão, principalmente de peso, pode estar embutido o que se chama de ‘preço de ouro’, em produtos básicos que você usa no cotidiano, e que provavelmente estiveram no seu último carrinho de feira e estarão no próximo também.

Como jornalista, gosto de olhar as coisas nos mínimos detalhes. E como consumidora, mais ainda. Sou daquelas que ficam atentas ao registro do caixa, item, por item, principalmente com os produtos em promoção. E vou te contar: Tenho me livrado de prejuízos consideráveis, por divergências de preços entre a prateleira e o caixa. Com tanta frequência, que sempre ficou em dúvida se houve, de fato, um engano ou se é dolo, mesmo! E nada me deixa mais indignada, nas minhas relações de consumo, quanto a sensação de que estou sendo lesada.

Mas, entre um descuido e outro, a gente acaba caindo em alguma armadilha. Sábado passado pedi pro meu filho fazer as compras da casa. Gosto de fazer no Extra e pra lá ele foi. Passei a lista da feira, e algumas orientações: Produtos em promoção, olho na telinha do caixa!

Na volta, todos esses processos de higienização indispensáveis e prioritários, empurraram a conferência da nota para depois. Primeira surpresa: foram compradas duas embalagens de manteiga, mas o caixa registrou três. Lá se foram R$ 8 de prejuízo. Mas a surpresa maior e mais desagradável ainda viria, quando meus olhos bateram no item Alho: R$ 11,39, por tão pouco! Conferi a embalagem: 180g (peso líquido). Meu Deus! Costumo pagar, no máximo, R$ 5,00 ou R$ 6,00 reais por R$ 200g do produto, o que já é caro – sai entre R$ 25,00 e R$ 30,00 o quilo. E ali, na minha nota de compras, estava explícito nas entrelinhas: Eu pagara (em tese), a R$ 63,00 o quilo.

Só isso? Não! Tive a ideia de pesar. Havia tirado da embalagem, mas tudo bem, era o peso líquido que contava, ou seja, só o conteúdo, e ele estava ali, sem nem um dentinho a menos. Pasmem! Tinha apenas 93g de alho, quase a metade do que constava na embalagem e na nota. Paguei a mais de R$ 100 o quilo de alho.

Indignada, corri os olhos pelo resto da lista. Pimenta do reino e cominho em pó, 70g, R$ 12,29. O cálculo veio rapidinho: O tempero mais comum na cozinha brasileira está sendo vendido a R$ 175,00 o quilo, no supermercado Extra do bairro de Mangabeiras. Quantas refeições completas você faria com esse valor?

Eu?! Estou passada, mas não calada!  Pra mim, isso configura preço abusivo. O que eu posso fazer?! Comuniquei ao Procon; fiz essa publicação para alertar os demais consumidores; e estou indo lá no Extra, com essa fortuna num cofrinho, para tentar devolver.

Se não conseguir, vou investir meus temperinhos na Bolsa de Valores, porque eles valem ouro!

 

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