11 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
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Uma louca espalha vírus no coletivo e seu Jair transmite no Planalto

A experiência individual no tratamento não pode estar acima da saúde da coletividade

Com Covid e sem máscara Jair Bolsonaro bate papo com garis fora do isolamento

A bizarrice nas redes sociais choca, diverte e irrita pelo que é. Há quem tenha verdadeira adoração pelo bizarro e não são poucos. É uma onda crescente, infelizmente.

Há poucos dias, circulava um vídeo da rede do WhatsApp, onde uma senhora sentada na poltrona de um coletivo agia como uma louca infectada. Ela enfiava os dedos no nariz e na boca e, propositadamente, colocava os dedos sujos em partes das poltronas à sua frente.

Coisa de gente ruim. Da cabeça, do coração e da alma.

Se estava infectada pelo vírus do Covid-19, obviamente tinha plena consciência de que estava espalhando a contaminação naquele ambiente de forma proposital. Caso contrário, era por ser uma sujeita suja mesmo.

Agora o que dizer de uma autoridade com o certificado positivo do coronavírus, que sai de moto pelas ruas e para em um agrupamento de garis no exercício da atividade e, sem máscara, fica entre eles conversando sabe-se lá o quê?

Sinceramente, um ato tão irresponsável quanto o da louca do transporte coletivo. Neste caso ainda pior por que o cidadão tinha plena consciência de ser portador da doença e, portanto, um vetor de transmissão.

Mais grave ainda é saber que o cidadão é sua excelência Jair Messias Bolsonaro, o presidente da República.

Ele coloca a individualidade dele, acima de qualquer coisa. A coletividade que se exploda. Por isso que o Brasil fracassou na condução das estratégias para o combate a pandemia. Aliás, nunca existiram.

Neste caso, é fundamental que se entenda que quando se transfere para o mundo a experiência individual de cada cidadão contaminado na pandemia a tendência é o fracasso imediato. O Brasil deu os maus exemplos nessa história, lamentavelmente.

O vírus se espalha, contamina, infecta e já matou quase 85 mil pessoas, quando a previsão do senhor Bolsonaro é que iriam morrer 800 brasileiros, por tudo não passava de “uma gripezinha”.

A questão é que cada ser humano é uma história e, portanto, cada organismo uma reação. Daí, a experiência individual não pode ser levada em conta para o tratamento da pandemia.

O triste é que, por conta da irresponsabilidade, o número de mortes será muito maior e o governo, sem estratégias na condução do problema, sequer gastou 29% dos recursos aportados para o combate a esse mal.

É a prova inequívoca do descaso, da ineficiência e da incompetência pueril.

 

 

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